Chamada: Edição Especial de Horror

CHAMADA FECHADA
MATERIAL EM PROCESSO DE EDIÇÃO.

Em 1818, Mary Shelley publicou a primeira edição de “Frankenstein”, livro que mudaria os rumos da literatura para sempre. Alguns alegam que tenha fundado a ficção científica, enquanto outros afirmam ser o grande clássico do horror. De qualquer forma, o monstro inominado de Mary Shelley ilumina alguns dos questionamentos que o gênero ainda está tentando responder: do que temos medo? Quais são nossos monstros? E quando reconhecemos o monstro em nós?

De 200 anos de produção literária para cá, passamos dos horrores adolescentes de Álvares de Azevedo, safras macabras da Pagu assinando King Shelter, os zumbis tupiniquins de Érico Veríssimo, formigas de Lygia Fagundes Telles e chegamos aos vampiros de Nazarethe Fonseca e de André Vianco. Em uma terra onde se derrubam prédios cheios de gente e grandes corporações tomam conta das decisões humanitárias do país, quais são as novas situações do horror nacional e quem está por trás delas? E fora do Brasil, o que se têm feito desde Mary, Victor e o monstro?

Depois de números que abordaram a fantástika brasileira e as tendências narrativas para o futuro, a edição especial da Revista Fantástika 451 se dedica totalmente ao horror, em homenagem aos 200 anos de “Frankenstein”. Aceitamos resenhas críticas e artigos acadêmicos sobre literatura, HQ, cinema e outras manifestações artísticas.

E você, do que você tem medo?

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PRAZO DE ENVIO

De prazo é que não se pode ter medo!
Os artigos serão aceitos até 5 de agosto de 2018, domingo.

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SOBRE A REVISTA

A Revista Fantástika 451 divulga análises críticas, ensaios e resenhas sobre as narrativas fantástikas — fantasia, ficção científica, horror, weird, ficção especulativa, etc. — em suas diversas expressões artísticas: literatura, cinema, quadrinhos, etc. É uma publicação semestral (com um ou outro número especial) e tem como objetivo ampliar a discussão crítica a respeito dessas narrativas no Brasil e fortalecer a pesquisa nacional existente.

O termo “fantastika” — sugerido por John Clute em 2007 e grafado com a letra K — é uma tentativa de denominar esse conjunto de gêneros, modos ou movimentos, e que englobaria, entre outros: fantasia, ficção científica, histórias de realidades alternativas ou políticas, utopias, distopias, steampunk, cyberpunk — enfim, de “Frankenstein” (Mary Shelley, 1818) e “Os contos de Andersen”, passando por “Os despossuídos” (Ursula K. Le Guin, 1974), “Kindred: laços de sangue” (Octavia Butler, 1979), “Neuromancer” (William Gibson, 1984), até “Amorquia” (André Carneiro, 1991), “Rani e o sino da divisão” (Jim Anotsu, 2014), “As águas-vivas não sabem de si” (Aline Valek, 2016) e “A Ordem Vermelha” (Felipe Castilho, 2017).

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DIRETRIZES E NORMAS DE PUBLICAÇÃO

  1. RECOMENDAÇÕES SOBRE ESTILO E LINGUAGEM

Nesta edição, somente receberemos textos que dialoguem com a chamada atual: nossa edição especial de horror!

A Revista Fantástika 451 quer lançar um desafio a quem colabora com artigos: escrever de forma acessível e com profundidade teórica. Textos em primeira pessoa são bem-vindos, senso de humor também.

Não pretendemos manter nem um periódico de entretenimento e divulgação da área de ciência nem uma revista estritamente acadêmica. Somos um meio-termo entre periódicos acadêmicos, como Revista Estudos Avançados, Lua Nova e Nature, e revistas de divulgação científica, como Revista Pesquisa Fapesp, Ciência Hoje e Scientific American.

Aceitamos tanto artigos quanto resenhas. Os textos recebidos serão analisados pelo Conselho Editorial antes de serem aprovados para publicação. É possível que artigos ou resenhas sejam aprovados com uma solicitação de ajustes. Todos os textos publicados passam por uma etapa de revisão.

Para facilitar, seguem algumas recomendações.

Antes de enviar o texto, verifique se seu artigo ou resenha leva em conta estas recomendações:

  • Citar generosamente a obra analisada, com mais de dois trechos que ilustrem sua argumentação. Caso seja filme ou série, citar trechos de diálogos sempre que possível. Este procedimento garante vivacidade à redação e fundamento ao raciocínio.
  • Verifique se a linha de raciocínio foi seguida: a proposta do artigo ou resenha condiz com a linha argumentativa e com a conclusão?
  • Evitar construções generalistas e afirmações vagas. Procure apontar, na obra em análise, características específicas e justificativas que fundamentem seus argumentos.
  • Principalmente no caso de artigos, fundamentar a argumentação em outras pesquisas e leituras. Não se esqueça da importância de citar pensamentos e pesquisas brasileiras, fortalecendo quem desbrava esses temas por aqui. Em bancos de artigos, dissertações e teses, você pode encontrar investigações de pares do Brasil que fazem trabalhos muito interessantes.
  • Título e subtítulo são atraentes e resumem os principais nomes e obras analisados
  • É interessante apresentar uma linha biográfica simples sobre quem escreveu a obra em análise ou mesmo fornecer dados sobre o contexto histórico.
  • Não aceitaremos textos com conteúdos preconceituosos, discriminatórios ou que perpetuem opressões de qualquer tipo. Ao escolher o tema, a bibliografia e a linguagem do seu texto, recomendamos que reflita sobre escolhas que levem a uma produção mais diversa e inclusiva —compreendendo questões de raça, gênero, etc. —, evitando perpetuar invisibilidades.

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  1. RECOMENDAÇÕES SOBRE O FORMATO

Não serão aceitos textos que fujam das normas abaixo:

  1. Somente aceitaremos artigos em língua portuguesa enviados até o prazo da edição corrente por meio do formulário eletrônico: https://goo.gl/forms/eA9nzLQqiDI6gpDf2.
  2. Envie o texto somente em arquivo nos formatos: .doc, .docx, .odt ou .rtf
  3. Envie apenas um texto por edição.
  4. Inclua resumo biográfico (minibiografia) com até 300 caracteres com espaço. Opcional: inserir e-mail de contato e/ou site, blog ou redes sociais.
  5. Caso você queira ilustrar seu texto com imagens:
      1. Resolução: suficiente para a boa visualização da imagem pelos leitores, sem deformação ou pixelização (mínimo de 300 dpi).
      2. Não utilize imagens cujos direitos autorais não permitam reprodução livre.
      3. O Conselho Editorial reserva-se o direito de retirar imagens consideradas como de baixa resolução ou inapropriadas.

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2.1. ARTIGOS

  1. Limite de tamanho: 10 mil caracteres com espaço, incluindo título e bibliografia.
  2. Resumo (obrigatório): limite de 500 caracteres com espaço, mais palavras-chave.
  3. Palavras-chave (obrigatórias): no mínimo 3, no máximo 6.
  4. Citações e referências (obrigatórias): no formato ABNT.

2.2. RESENHAS

  1. Limite de tamanho: 3.500 caracteres com espaço.
  2. Além do texto da resenha, acrescente um trecho da obra resenhada (com o limite de até 800 caracteres com espaço).
  3. Inserir ao final os seguintes dados (obrigatório): título completo da obra resenhada, autoria, editora, ano da publicação da primeira edição e número de páginas.

Dúvidas ou inquietações: nos escreva para fantastika451@gmail.com.

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  1. AUTORIZAÇÕES E INFORMAÇÕES SOBRE PROCEDIMENTOS

Ao enviar o texto para avaliação, você se declara ciente das seguintes autorizações e informações:

  1. As opiniões, ideias ou conceitos emitidos nos textos — bem como qualquer questão relacionada a plágio, litígios e ações judiciais — são de inteira responsabilidade de quem os escreveu ou os enviou. A Revista, quem a edita e quem a divulga se eximem de tais responsabilidades.
  2. A Revista Fantástika 451 não aceitará textos discriminatórios ou preconceituosos, que desrespeitem as variadas formas de existir e de estar no mundo. O Conselho Editorial poderá sugerir ajustes na redação de artigos, ensaios e resenhas com base nesses valores.
  3. É reservado ao Conselho Editorial o direito de realizar — em constante diálogo com as pessoas que colaboram com a Revista — ajustes textuais e adequação dos artigos às normas da publicação, inclusive na redação de resumos e títulos.
  4. Por não ser esta a proposta da Revista Fantástika 451, não publicaremos criação literária. Ou seja, não aceitaremos contos, trechos de romances ou poesia: já existem excelentes revistas nacionais voltadas à produção literária, como a Mafagafo e a Trasgo, entre outras. Elas são o espaço ideal para enviar esse tipo de material e encorajamos a publicação de mais conteúdos fantástikos brasileiros.
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