Chamada Edição #02

ENCERRADA| Chamada de artigos para a Revista Fantástika 451 #2 (2018, inverno) — até 15 de maio/18.

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Coordenadas fantástikas para hoje e amanhã

Para onde vão as narrativas fantástikas do presente e do futuro?

Na segunda edição da Revista Fantástika 451 queremos investigar quais são as tendências formais e temáticas das narrativas fantástikas contemporâneas na literatura, no cinema, nos quadrinhos ou em outras formas de arte.

Durante o século XX e o início do XXI, as narrativas fantástikas cresceram, multiplicaram-se, ganharam consistência, atraíram atenção e se consolidaram. Durante esse período, os principais gêneros foram definidos e redefinidos: Fantasia, Ficção Científica e Horror. Diversos subgêneros ou movimentos surgiram, das clássicas Hard SciFi, Alta Fantasia e Space Opera ao New Wave, Cyberpunk, Steampunk, Slipstream, Afrofuturismo, Queer, até às tendências mais recentes, como as Distopias Críticas, New Weird e Biopunk, entre muitos outros.

Temas dos mais variados têm sido abordados, especulando sobre o futuro ou o passado, ou até sobre como seria o futuro se o passado tivesse acontecido de outra forma. Como são as pessoas em outros planetas, em outras épocas ou dimensões. O que, afinal, nos torna humanos, e quais são nossos medos, projeções, esperanças. E o que faz da realidade mais ou menos real, mais ou menos factível, mais ou menos suportável. Quais são os conflitos sociais e políticos que somos forçados a tirar da invisibilidade graças à abordagem fantástika.

Essas e outras temáticas das narrativas fantástikas permitem nos render ao impossível, ao poder da magia e à imensidão do espaço, sem esquecer que aquilo tudo diz respeito a nós mesmos e ao mundo que nos cerca hoje.

E de hoje para a frente? Aonde essas jornadas vão chegar?

Os gêneros e subgêneros (ou modos narrativos) ainda fazem sentido, ou o hibridismo e as novas categorias pedem por outros tipos de distinção? Como se escreve ou se produz fantástika hoje, no Brasil e no mundo? Quais são as questões levantadas para o agora e para o amanhã por essas narrativas? Como traduzir, por exemplo, nosso Brasil irrealista em histórias fantástikas? Há uma tendência ao resgate de temas da mitologia ameríndia? As distopias continuarão como um dos temas mais sensíveis às contradições do mundo contemporâneo? O que dizem as obras atuais em suas entrelinhas, e como o dizem?

Essas são apenas algumas das muitas abordagens possíveis para artigos no próximo número da Revista Fantástika 451.

Lembramos ainda que artigos e resenhas de quaisquer temas serão aceitos para avaliação e publicação, mesmo que não relacionados ao eixo temático da edição.

Suba nesta nave! Participe!


 

Prazo para envio: 15 de maio

 


 

Diretrizes e normas de publicação

A Revista Fantástika 451 divulga análises críticas, ensaios e resenhas sobre as narrativas fantástikas fantasia, ficção científica, horror, weird, ficção especulativa, etc. em suas diversas expressões artísticas: literatura, cinema, quadrinhos, etc. É uma publicação quadrimestral e tem como objetivo ampliar a discussão crítica a respeito dessas narrativas no Brasil e fortalecer a pesquisa nacional existente.

O termo “fantastika sugerido por John Clute em 2007 e grafado com a letra K é uma tentativa de denominação desse conjunto de gêneros, modos ou movimentos, e que englobaria, entre outros: fantasia, ficção científica, histórias de realidades alternativas ou políticas, utopias, distopias, steampunk, cyberpunk — enfim, de Frankenstein (Mary Shelley, 1818) e Os contos de Andersen, passando por Os despossuídos (Ursula K. Le Guin, 1974), Kindred: laços de sangue (Octavia Butler, 1979), Neuromancer (William Gibson, 1984), até Amorquia (André Carneiro, 1991), Rani e o sino da divisão (Jim Anotsu, 2014), As águas-vivas não sabem de si (Aline Valek, 2016) e A Ordem Vermelha (Felipe Castilho, 2017).

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  1. RECOMENDAÇÕES SOBRE ESTILO E LINGUAGEM

A Revista quer lançar um desafio a quem colabora com artigos: escrever de forma acessível e com profundidade teórica. Textos em primeira pessoa são bem-vindos, senso de humor também (desde que cumpram os demais requisitos abaixo).

Como a Revista não pretende ser nem um periódico de entretenimento e divulgação da área de ciência nem uma revista estritamente acadêmica (somos um meio-termo entre periódicos acadêmicos, como Revista Estudos Avançados, Lua Nova e Nature, e revistas de divulgação científica, como Revista Pesquisa Fapesp, Ciência Hoje e Scientific American), recomendamos:

  • Embasar a argumentação em outras pesquisas e leituras.
  • Citar generosamente a obra analisada, com trechos que ilustram argumentos. Caso seja filme ou série, citar trechos de diálogos sempre que possível. Este procedimento garante vivacidade ao texto e fundamento ao raciocínio.
  • Não se esqueça da importância de citar pensamentos e pesquisas brasileiras, fortalecendo quem desbrava esses temas por aqui. Em bancos de artigos, você pode encontrar investigações de pares do Brasil que fazem trabalhos muito interessantes.
  • Há um tema central em cada edição. Receberemos textos a respeito de qualquer tema, embora possam ser mais interessantes aqueles que dialoguem com o tema selecionado.
  • Não aceitaremos textos com conteúdos preconceituosos, discriminatórios ou que perpetuem opressões de qualquer tipo. Ao escolher o tema, a bibliografia e a linguagem do seu artigo, recomendamos que reflita sobre escolhas que levem a uma produção mais diversa e inclusiva compreendendo questões de raça, gênero, etc. , evitando perpetuar invisibilidades.

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  1. NORMAS PARA A FORMATAÇÃO

Não serão aceitos textos que fujam das normas abaixo:

  1. Somente aceitaremos artigos em língua portuguesa submetidos até o prazo da edição corrente por meio do formulário eletrônico: https://goo.gl/forms/eA9nzLQqiDI6gpDf2.
  2. Envie o texto somente em arquivo nos formatos: .doc, .docx, .odt ou .rtf
  3. Submeta apenas um texto por edição.
  4. Inclua resumo biográfico (minibiografia) com até 300 caracteres com espaço. Opcional: inserir e-mail de contato e/ou site, blog ou redes sociais.
  5. Caso você queira ilustrar seu texto com imagens:
    1. Resolução: suficiente para a boa visualização da imagem pelos leitores, sem deformação ou pixelização (mínimo de 300 dpi).
    2. Não utilize imagens cujos direitos autorais não permitam reprodução livre.
    3. O Conselho Editorial reserva-se o direito de retirar imagens consideradas como de baixa resolução ou inapropriadas.

 

2.1. ARTIGOS

  1. Limite de tamanho: 10 mil caracteres com espaço, incluindo título e bibliografia.
  2. Resumo (obrigatório): limite de 500 caracteres com espaço, mais palavras-chave.
  3. Palavras-chave (obrigatórias): no mínimo 3, no máximo 6.
  4. Citações e referências (obrigatórias): no formato ABNT.

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2.2. RESENHAS

  1. Limite de tamanho: 3.500 caracteres com espaço.
  2. Além do texto da resenha, acrescente um trecho da obra resenhada (com o limite de até 800 caracteres com espaço).
  3. Inserir ao final os seguintes dados (obrigatório): título completo da obra resenhada, autoria, editora, ano da publicação da primeira edição e número de páginas.

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Dúvidas ou inquietações: nos escreva para fantastika451@gmail.com.

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  1. AUTORIZAÇÕES E INFORMAÇÕES SOBRE PROCEDIMENTOS

Ao submeter o texto, você se declara ciente das seguintes autorizações e informações:

1. As opiniões, ideias ou conceitos emitidos nos textos — bem como qualquer questão relacionada a plágio, litígios e ações judiciais — são de inteira responsabilidade de quem os submeteu. A Revista, quem a edita e quem a divulga se eximem de tais responsabilidades.

2. A Revista não aceitará textos discriminatórios ou preconceituosos, que desrespeitem as variadas formas de existir e de estar no mundo. O Conselho Editorial poderá sugerir ajustes na redação de artigos, ensaios e resenhas com base nesses valores.

3. É reservado ao Conselho Editorial o direito de realizar — em constante diálogo com as pessoas que colaboram com a Revista —  ajustes textuais e adequação dos artigos às normas da publicação, inclusive na redação de resumos e títulos.

4. Por não ser esta a proposta da Revista, não publicaremos criação literária. Ou seja, não aceitaremos contos, trechos de romances ou poesia: já existem excelentes revistas nacionais voltadas à produção literária, como a Mafagafo e a Trasgo, entre outras. Elas são o espaço ideal para submeter esse tipo de material e encorajamos a publicação de mais conteúdos fantástikos brasileiros.

 

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