Chat: E a literatura fantástika brasileira?

Domingo, 10 de outubro de 2017
das 18h às 19h
Via TweetChat | Hashtag: #fk451

chat

Com George Amaral, Luiz Bras e Marília Ramos
Suporte: Rodrigo Abrantes

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Fantástika 451 pretende debater ficção especulativa, ficção fantástica, ficção científica, utópicas e tantas outras. Um dos começos das atividades será discutir algo essencial: e a literatura fantástika brasileira?

Quatro valentes integrantes do grupo se aventuram a ser quem participa primeiro.
O chat é aberto a qualquer pessoa!
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Temas e perguntas

No primeiro bloco, nossa ideia é conversar a respeito das literaturas fantástikas no Brasil, considerando-o como um país situado na periferia do Capitalismo e, portanto, dotado de capacidades tecnológicas e culturais específicas.

Algumas perguntas seriam as seguintes – nos centros de irradiação do desenvolvimento tecnológico se diz que “o futuro chegou”. Porém como ficam as regiões marcadas pela dependência econômica, mas sobretudo cultural? A produção de ficção científica está diretamente relacionada aos avanços e investimentos científicos que um país faz? Será que justamente por essa posição periférica, não faria mais sentido um tipo de produção fantástika cujo foco não fosse essencialmente tecnológico?

Qual seria o tipo de ficção científica que mais poderia encarnar as contradições e diversidades típicas do Brasil e, dessa forma, ganhar notoriedade? Será que um dos nossos erros enquanto pessoas que escrevem não é termos como “padrões de produção” a literatura estrangeira e buscar seguir nessa tradição que não nos pertence? Faz sentido dizer que é importante beber das (poucas) fontes de literatura fantástika que nos são tradicionais, seja a mitologia ameríndia, ou autores que se aproximam do fantático, como Guimarães Rosa, Murilo Rubião, Ariano Suassuna, etc, ou isso é irrelevante?

No segundo bloco, a ideia seria falar da representatividade na ficção fantástika brasileira. Quem escreve ficção científica, fantasia e horror no Brasil? O debate sobre representatividade no mundo da ficção fantástica se estende ao Brasil? É possível medir/analisar a soma de barreiras para a publicação de fantástika por autorxs de minorias? Será que essas barreiras são tão diferentes assim em relação a fantástika e não-fantástika (realismos e etc), ou trata-se antes de mais nada de um problema de produção literária como um todo?

Por fim, o chat se encerra com uma consideração sobre o momento atual. Há pesquisas que demonstram que vivemos em um momento de intensificação de publicação de utopias/distopias. Outros picos como esse ocorreram no pós WWII e durante a Guerra Fria. Seria uma busca por respostas em épocas de tensão. E nada mais tenso que o Brasil de hoje. A nossa FC não deveria buscar essas respostas também? Estamos fazendo isso? O que o Brasil está escrevendo hoje? Quem são os autores proeminentes?

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Participantes

George Amaral é bacharel em Publicidade, especialista em Roteiro Audiovisual e formou-se Mestre em Teoria Literária com dissertação a respeito do romance de FC Estação Perdido, de China Miéville. Pesquisa as relações entre o estranhamento provocado pela literatura fantástica e o despertar da consciência social.

Luiz Bras é escritor nascido em Cobra Norato, pequena cidade da mítica Terra Brasilis. Vencedor duas vezes do Prêmio Príncipe de Cstwertskst, na categoria romance (2010) e na categoria conto (2014). Mantém coluna mensal no jornal Rascunho, Ruído branco, na qual escreve principalmente sobre ficção científica e fantasia.

Marília Ramos é formada em História e Relações Internacionais. Mantém a newsletter “Cartas Marcadas” sobre cultura pop (ou não) junto com o Emmanuel. Lê e pesquisa (por conta) ficção especulativa/científica e fantasia.

Rodrigo Abrantes vai dar o velho suporte ao chat. O Rodrigo é formado em História, cursou Processamento de Dados e hoje é professor de Tecnologia Educacional em São Paulo.

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Para participar do chat

Qualquer pessoa pode participar, basta ter uma conta ativa no Twitter.

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Pelo celular: você pode usar a versão web do TweetChat.
Para isso, abra o navegador, vá em Tweetchat.com insira nossa hashtag e pronto!
Outra possibilidade é usar o aplicativo nativo do Twitter e seguir a hashtag #fk451 por meio da busca. Mas nesse caso você ficará simultaneamente no fluxo usual da tua timeline.

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Quer ler algo antes do chat?

 

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Quem somos

Fantástika 451 é uma plataforma para discussão e compartilhamento de saberes sobre ficção especulativa, ficção fantástica, ficção científica, ficções do estranhamento, utópicas e tantas outras. [mais aqui]

Você pode participar do projeto via lista de e-mails ou grupo no Telegram.

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2 comentários sobre “Chat: E a literatura fantástika brasileira?

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